Caso Padre Zé: TCE-PB considera irregulares contas de convênios e cobra R$ 11,1 milhões de padre Egídio

Padre Egídio de Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre Zé TV Cabo Branco/Reprodução A 1ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) ...

Caso Padre Zé: TCE-PB considera irregulares contas de convênios e cobra R$ 11,1 milhões de padre Egídio
Caso Padre Zé: TCE-PB considera irregulares contas de convênios e cobra R$ 11,1 milhões de padre Egídio (Foto: Reprodução)

Padre Egídio de Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre Zé TV Cabo Branco/Reprodução A 1ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) decidiu, nesta quinta-feira (26), que são irregulares as contas de convênios e termos de cooperação firmados entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano e o Instituto São José, responsável pelo Hospital Padre Zé, em João Pessoa. Com a decisão, o ex-gestor da unidade, padre Egídio de Carvalho Neto, deverá devolver R$ 11,17 milhões aos cofres públicos. Ele também foi multado em R$ 15.390,07. O ex-gestor ainda pode recorrer da decisão. Caso não haja pagamento voluntário no prazo de 60 dias, o valor poderá ser cobrado judicialmente. A decisão do tribunal teve como base uma inspeção especial que analisou contratos executados entre 2019 e 2023. O levantamento incluiu convênios, projetos sociais, cursos profissionalizantes e ações voltadas a pacientes após alta hospitalar. Segundo o relator do processo, o conselheiro substituto Renato Sérgio Santiago Melo, foram encontradas diversas irregularidades, principalmente na compra de materiais com recursos públicos. De acordo com o relatório, houve aquisições consideradas excessivas e falta de documentos que comprovassem o uso correto de itens como medicamentos, alimentos e outros produtos. Secretários não foram responsabilizados A decisão foi unânime entre os conselheiros da Câmara. No julgamento, também ficou definido que não há responsabilidade da atual secretária da Secretaria do Desenvolvimento Humano da Paraíba (SEDH), Pollyana Werton, nem dos ex-secretários Tibério Limeira e Gilvaneide Nunes. Para o relator, não houve indícios de omissão por parte dos gestores públicos. Ele destacou que existiam mecanismos de controle interno e que, ao surgirem suspeitas, foram adotadas medidas para apuração. Além da análise no TCE-PB, o caso é investigado na Operação Indignus, que apura possíveis irregularidades na gestão do hospital. Nesse processo, Padre Egídio se tornou réu e atualmente cumpre prisão domiciliar. Em outra decisão recente, a Justiça condenou o ex-gestor e o ex-coordenador de tecnologia da unidade, Samuel Rodrigues Cunha Segundo, por desvio de celulares doados pela Receita Federal. As investigações sobre o uso de recursos públicos no hospital ainda continuam em andamento. Sai 1ª condenação de ex-diretor do Hospital Padre Zé, em João Pessoa Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba