Mais de 80% dos médicos já sofreram violência em local de trabalho na Paraíba, diz CRM

Número de médicos na Paraíba cresceu mais de 150% em 13 anos Freepik/Reprodução Mais de 80% dos médicos que atuam na Paraíba afirmam já ter sofrido viol...

Mais de 80% dos médicos já sofreram violência em local de trabalho na Paraíba, diz CRM
Mais de 80% dos médicos já sofreram violência em local de trabalho na Paraíba, diz CRM (Foto: Reprodução)

Número de médicos na Paraíba cresceu mais de 150% em 13 anos Freepik/Reprodução Mais de 80% dos médicos que atuam na Paraíba afirmam já ter sofrido violência verbal enquanto exerciam a profissão. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e pelo Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), divulgada nesta terça-feira (10) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O levantamento do CRM-PB ouviu 611 médicos em 2025. Além dos médicos que dizem ter sofrido violência verbal enquanto exerciam a profissão na Paraíba, cerca de 10% também afirmam ter sofrido violência física em ambiente de trabalho. Mais de 60% dos profissionais ouvidos também informaram ter sofrido violência moral e 5,2% violência sexual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Já os dados do Simed-PB mostram que 90% dos médicos pediatras que atuam em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de João Pessoa se sentem inseguros no ambiente de trabalho. O presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, disse que a maior parte das violências acontece contra médicas mulheres, principalmente em ambientes de urgência, nas UPAs e nas unidades básicas. Em todo o Brasil, mais de 4,5 mil boletins de ocorrências foram registrados nas delegacias de Polícia Civil dos estados brasileiros e do Distrito Federal por situações como ameaça, injúria, desacato e lesão corporal em unidades de saúde. São 12 agressões sofridas diariamente por profissionais de saúde em ambiente de trabalho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um evento vai debater, nesta terça-feira (10) em João Pessoa, possíveis soluções e ações que consigam mudar a realidade de violência sofrida por profissionais da área da saúde. Uma resolução que estabelece medidas de segurança em unidades de saúde, como o botão do pânico, será debatida. "Não é só dos médicos que estamos falando. É do maqueiro, recepcionista, nutricionista, enfermeiro, técnico de enfermagem... Toda a cadeia que faz as pessoas se recuperarem, inclusive o médico", afirmou o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba